# RESENHA 60 // SE EU FICAR


Título: Se Eu Ficar
Autora: Gayle Forman
Editora:  Novo Conceito
Gênero: Literatura Estrangeira / Jovem adulto / Ficção
Páginas:  224
Idioma: Português
Ano de Lançamento: 2014
Aviso: Contém Spoilers 
ISBN:  9788581635415
Avaliação:  

Livro adquirido pela blogueira


Sinopse: Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.
   
    Começo falando que conheci o livro totalmente sem querer graças a pessoas chorosas em meu twitter que comentavam sobre o lançamento do filme. Comprei no inicio do ano e como ele entrou no Projeto literário 5 on 5 do blog, li absurdamente rápido. Minha capa é a do poster do filme, as páginas são grossas e com desenhos que lembram uma partitura, uma fofura só.

A leitura flui com uma facilidade incrível, parte por ser escrito com uma linguagem simples e parte por ter um enredo bom, o leitor tem a vontade de saber o que a personagem quer contar. Se Eu Ficar é um livro que você lê de uma vez se tiver tempo para fazê-lo.

Gayle Forman criou bons personagens, não são tão profundos pois não tem tempo suficiente para, mas também não podemos chamá-los de rasos, principalmente Mia, seu namorado Adam e sua melhor amiga Kim. Todos os personagens deste livro fazem parte do universo de Mia, desde sua família próxima (como pais e irmão) até os amigos do acampamento musical de verão.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Mia e começa contando em detalhes o terrível acidente de carro que ela sofre com sua família quando estavam a caminho de um jantar na casa dos avós. Mia vê seus pais mortos na estrada (NÂO, não é spoiler, são as primeiras páginas do livro) e se depara com seu próprio corpo desacordado e com machucados graves. Percebendo que não está morta ela começa a contar sua história e decidir se quer ficar ou não voltar do coma.

Mia nasceu em uma família não muito tradicional, sua mãe era uma feminista ferrenha que se apaixonou por um rockstar, o pai de Mia. Ela não negou o fato de ter a música em seu sangue e desde cedo se apaixonou por tocar um instrumento, fugindo do rock familiar e caindo no clássico violoncelo. Seu pai largou a banda quando sua mãe ficou grávida de Teddy, fazendo com que ela também parasse para pensar se deveria seguir em frente com seus estudos clássicos. Foi nessa época que conheceu sua melhor amiga Kim que sempre a ajudou nas decisões mais complicadas, incluindo se matricular em um acampamento de verão para músicos.

Já na época do ensino médio conheceu Adam, um ano mais velho e vocalista de uma banda de punk rock chamada Shooting Star. A paixão não demorou muito para aflorar assim como problemas do gênero “fazer faculdade de música em Nova Iorque” e “a Shooting Star começar a ganhar espaço no cenário musical”. Com 17 anos e uma carreira promissora na área da música, Mia dedica no mínimo 2 horas do dia para ensaiar diferentes melodias no seu violoncelo. Ela é tão talentosa que inclusive tem esperança de ser aceita na conceituada Juilliard School, uma escola de música e artes em Nova Iorque.

Exceto por seu super talento com a música, Mia leva uma vida relativamente normal. Mora no Oregon, é filha de ex-punks e tem uma relação incrível com os pais, um irmão caçula super ativo e uma melhor amiga, Kim, que é inseparável. E ainda, Mia tem Adam, um namorado doce, encantador, que toca numa banda de rock que está aos poucos ganhando espaço e adquirindo sucesso. 

No início do namoro, Mia estava um pouco insegura com o relacionamento entre ela e Adam, já que ambos amavam a música, mas planejavam um futuro diferente e também por considerar ele bom demais para uma garota simples como ela, que nem esperava arrumar um namorado no colegial. As velhas discussões sobre qual estação de rádio ouvir aconteceram naturalmente, e o caminho estava tranquilo, e depois do fim das notícias - que a mãe de Mia queria ouvir - o rádio foi ajustado na estação de música clássica, por sugestão de Mia.

Quando a equipe de resgate chega, Mia descarta a possibilidade de estar morta, mas seu estado é grave. Ninguém consegue vê-la ou ouvi-la, e Mia segue até o hospital acompanhando seu corpo dentro da ambulância e depois no helicóptero. A partir desse momento, Mia começa a ter insights de alguns momentos importantes da sua vida, entre eles estão sua primeira apresentação com o violoncelo, a primeira viajem de helicóptero de Kim e o primeiro beijo entre ela e Adam. Momentos únicos, felizes e tristes.

Nas próximas 24 horas, Mia terá que descobrir o que aconteceu com ela e como ela pode acabar com isso. Viver ou partir? O que aconteceria se ela ficasse? O que aconteceu com seu irmão Teddy e onde está Adam? Entre visitas de médicos e enfermeiros, alguns familiares e estrelas do rock, Mia precisa decidir o que fazer. Só depende dela.

Mia transita entre histórias de seu passado e relatos do que está acontecendo na UTI enquanto está em coma. O livro tem pontos emocionantes onde seus avós e amigos conversam com ela pedindo para que fique mas ao mesmo tempo libertando-a de qualquer pressão, ela poderia escolher o que era melhor.

O fim do livro é exatamente o ponto de sua decisão final, ficar e encarar a perda dos pais e irmão ou ir e deixar com que seus familiares, amigos e namorado sigam suas vidas sem tê-la como um peso. A autora trás um enredo que nos faz refletir melhor sobre tudo, valorizar cada segundo ao lado da nossa família. Não é difícil se imaginar na pele da personagem, vivenciado cada momento. É um livro triste, porém lindo, que nos leva a pensar sobre o grande valor da vida.
Vale mencionar para vocês que Se Eu Ficar tem uma continuação - Para Onde Ela Foi. Vou postar a resenha amanhã e por isso, não vou dar spoiler sobre o que se trata esse segundo livro, então quem ainda não leu quer ver a analise primeiro aconselho ir se preparando psicologicamente! (Brincadeira!... hehe)


E ai, o que vocês acham desse livro e do filme? 
Quero saber a opinião de vocês nos comentários hein?!

Obrigada por tudo, pessoal!

Beijo


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