Título: 1984
Autor: George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair)

Sinopse: Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O’Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que 'só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade - só o poder pelo poder, poder puro.'
Neste universo distópico de George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair) somos assombrados pela figura do Grande Irmão (Big Brother) e dessa sociedade dominadora onde só o poder interessa: só o poder pelo poder, poder puro. Imagine-se viver numa sociedade controladora ao absurdo. Onde o passado era constantemente alterado e as teletelas te vigiam a todo instante...
"Você era obrigado a viver – e vivia, em decorrência do hábito transformado em instinto – acreditando que todo som que fizesse seria ouvido e, se a escuridão não fosse completa, todo movimento examinado meticulosamente." - pg. 13
Numa sociedade em que as palavras tornar-se-iam obsoletas e eram esquecidas, pois assim o ato de pensar seria inviável e o pensamento-crime literalmente impossível, já que em breve não haveria palavras para expressa-lo. Menos e menos palavras a cada ano e a consciência com um alcance cada vez menor. É nessa realidade que encontramos Winston Smith, quem nos apresenta esse mundo feito de opressão absoluta. Winston é o herói angustiado de 1984 que vai se tornar um criminoso do pensamento – pois aqui o governo tenta controlar também o pensamento das pessoas, se rebelando conta a sociedade totalitária na qual vive.
Na Oceânia, um dos três superestados no qual o mundo foi dividido (Oceânia, Lestásia e Eurásia) – a filosofia vigente tem o nome de Socing (socialismo inglês) e o slogan do partido era:
GUERRA É PAZ
LIBERDADE É ESCRAVIDÃO
IGNORÂNCIA É FORÇA
O ideal definido pelo partido era uma coisa imensa, terrível e luminosa. Uma nação de guerreiros e fanáticos avançando em perfeita sincronia, todos pensando os mesmos pensamentos. Ao se envolver amorosamente com Júlia, sua colega de trabalho, Winston arisca a vida em seu anseio por liberdade. Eles trabalham no Ministério da Verdade, onde ironicamente cada ministério cuida para manter a "ordem".
"O Ministério da Paz cuida dos assuntos de guerra; o Ministério da Verdade trata das mentiras; o Ministério do Amor pratica a tortura; e o Ministério da Pujança lida com a escassez de alimentos."
Uma leitura inesquecível e ao mesmo tempo perturbadora. Sem palavras para descrever o quanto este livro é espetacular. A empolgação que senti com cada "pensamento-crime" vindo de Winston, a revolta e indignação com tamanho abuso de poder.
O romance é uma distopia assustadora. É uma saraivada contra o autoritarismo sobre toda a individualidade, uma polêmica contra toda ortodoxia. George Orwell foi brilhante e devastador em cada palavra. Com toda certeza um livro que merece ser lido novamente, e ser lido por todos, porque sua mensagem é permanente: Os pensamentos crimes são a essência da liberdade.
E aí, quem já leu ou se animou para ler? Vou adorar saber a opinião de vocês nos comentários.
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Obrigada por tudo, pessoal!
Beijo




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