Imagem: Divulgação / Reprodução.
NOTA10.0
Em anos recentes tivemos de tudo, desde as que não funcionaram como “A Garota da Capa Vermelha” e “Espelho, Espelho Meu”, passando pelos que deram certo,“Branca de Neve e o Caçador”, “Jack – O Caçador de Gigantes”e uma das melhores de todos os tempos, “João e Maria – Caçadores de Bruxas”, produção de 60 milhões de dólares. Eu confesso que fiquei estarrecida do começo ao fim, o filme superou todas as expectativas e se tornou um dos mais vistos do mundo, arrecadando cerca de R$ 8, 5 milhões no primeiro final de semana em exibição no Brasil.
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Na história original criada pelos irmãos Grimm e publicada em 1812, João e Maria (Hansel e Gretel no original) são irmãos abandonados na floresta por seu pai lenhador pobre, por não conseguir alimentar a família. Perdidas, as crianças fazem uma trilha com migalhas de pão, que logo são comidas por pássaros. Então, acham refúgio numa casa de doces, somente para descobrirem que sua dona era uma bruxa que planejava engordá-los para depois se alimentar deles. A nova versão continua exatamente de onde o conto clássico parou, e temos João e Maria crescidos, agora nas peles de Jeremy Renner (“Os Vingadores” e “O Legado Bourne”) e Gemma Arterton (“Fúria de Titãs” e “Príncipe da Pérsia”), especialistas em matar bruxas de todos os tipos.
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O filme é escrito pelo norueguês Tommy Wirkola em parceria com Dante Harper, e dirigido por Wirkola, que ganhou certa notoriedade com o cult “Zumbis na Neve” (Dead Snow).Com um tempo de duração extremamente curto, “João e Maria – Caçadores de Bruxas” surpreende em alguns quesitos inesperados para uma produção do gênero. O motivo é que o filme faz uso de violência explícita (cabeças são esmagadas, corpos desmembrados por árvores), nudez (da modelo finlandesa Pihla Viitala, que no filme vive o interesse amoroso de João) e muito palavrão (em especial “fuck”).
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Outro fator curioso e favorável, são as cenas estranhas demais, como a morte inesperada de determinados personagens. A produção também decide fazer uso de bonecos animatrônicos na hora de compor alguns personagens, o que faz o filme soar como alguma produção saída dos anos 80 (bem mais hardcore é claro), e maquiagens igualmente interessantes. Famke Janssen (a Jean de “X-Men”) interpreta a bruxa Muriel, principal vilã do filme, e demonstra que consegue ser bela e sensual mesmo debaixo de muita maquiagem. É visível mesmo com todos esses toques (muito) legais, que “João e Maria” teve seus problemas, e quem sabe precisou ser muito podado, sua duração é realmente uma das mais curtas em tempos recentes. Esse é um filme de muito estilo, seu visual é ótimo, seja nas cenas de abertura que mostra através de animação o currículo de bruxas eliminadas pela dupla, figurinos, e cenas de ação bem elaboradas.
O filme de ação com tons de terror que retoma conto de fadas, mostra os órfãos já em idade adulta como dois caçadores de bruxas que andam de aldeia em aldeia armados até os dentes para matar qualquer coisa que voe sobre uma vassoura. As cenas são mostradas sem dó ou sem aqueles cortes para não mostrar as mortes violentas, e isso num filme desse feito eu acho incrível! Na minha opinião merece continuação...




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